terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Dois músicos paulistanos analisando a dança...". Como?

Que o Youtube é um lugar democrático onde publicam-se vários vídeos sobre diversos assuntos todo mundo sabe.
Sabe-se também que é possível reclamar, elogiar, criticar e até distribuir para os amigos aqueles vídeos que gostou ou achou uma m!e@r#d$a%.

Então seguindo essa linha democrática, posto o vídeo abaixo abordando, na minha opinião, o preconceito com o samba rock dos supostos integrantes da banda de rock Bili Pamx (BPX).



O vídeo provavelmente foi gravado na Galeria Olido (região central de São Paulo) e sei que a história de brigas e preconceitos ali é antiga, mas não gostei do que vi e queria a opinião de quem visita este blog e curte samba rock.

Samba rock, samba-rock, sambarroque, sambalanço, swing e balanço é só para quem tem
o Samba Rock Na Veia.

12 Comentários:

εïз √ลท... disse...

Então seguindo essa linha democrática... Na minha opinião, isso é falta de respeito com quem está ali dançando e preconceito. E, gora pergunto a vocês, o que as pessoas que estão dançando fizeram para os músicos que fizeram estes comentários?
Nada, absolutamente nada.

Van

Thais disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thais disse...

São uns grandes Filhos de uma p... não tem o que fazer da vida....não tem cultura...não tem porra nehuma desculpa falar desse jeito.....Mas gente de pobre de espirito e o pior de tudo não sabe dançar.....por isso que critica...
Sabe de uma vão á merda.....

Greice disse...

Isso é uma puta falta da respeito...pessoas como essas, sempre vão falar, mas nunca vão enteder o valor de um cultura seja ela qual for! Educação a esse tipo de gente passou longe, não estou tão ofendida pelo fato de dançar e curtir samba rock, mas estou p...sim, pelo fato dq se uma pessoa faz comentarios idiota como esses, imagino a vida social desses "muleques", se acham q tem cultura passou longe, pois nao chegam ao pés de muitos negões q dançam samba rock!!!
Infelizmente temos q nos deparar com esses tipos de comentario e pessoas, nesse mundo estamos sujeitos tudo, mas não devemos nos envergonhar ou muito menos nos esconder, temos cultura e somos mais q negões q giram, e morenas de pandeiro grande, temos cultura e orgulho dq somos!!!!
beijos da Nega

Samba rock na veia!!!!

André disse...

Também vi um bocado de preconceitos por parte dos caras ao comentarem os dançarinos da Olido. Notem que inclusive caíram naquele clássico clichê ocidental de que homem que dança seria viado.
Vi que os caras são do rock e infelizmente noto no ambiente desse ritmo um certo grau refratário em relação a outros ritmos. É mais fácil nós que curtimos outros ritmos tirarmos onda em um show de rock (aliás, adoro rock) do que ver muito roqueiro indo tirar onda em show de outro ritmo.

Notem inclusive que os próprios roqueiros refutam alguns de seu ambiente ou mesmo que fizeram muito para que o ritmo chegasse aonde está. Que ninguém se esqueça de Erasmo Carlos ter sido praticamente expulso do palco do primeiro Rock in Rio por um bando de metaleiros que com certeza não se deram conta de que agrediam um dos caras que mais fez pelo rock nacional (isso para não falar de seu flerte com o sambalanço).
Noto nesse ambiente uma incultura razoável sobre música em geral. Gosto também de forró pé-de-serra e quando falo que vou ouvir um som de zabumba, olham para mim como se eu estivesse indo ver show de forró de teclado. Aliás, muito do preconceito contra o forró deve-se ao pessoal achar que o público do Calcinha Preta seria exatamente o mesmo do Falamansa, por exemplo.

E, assim como o pessoal dançando samba-rock na Olido nada fez contra os caras do tal grupo para merecer os comentários maliciosos, também é de se notar que não assimilaram a ideia de que o rock é por si só ritmo tão híbrido quanto o sambalanço. Ou a gênese original não veio da fusão do country com o blues? Isso para não falar que Raul Seixas sempre forrozeava seus rocks a ponto de bandas de forró tocarem canções do cara e não soarem nada estranhas.
A outra demonstração de ignorância é de não terem notado que o samba-rock surgiu dos bailes de rock das antigas. Aliás, o caldo de cultura do samba-rock era originalmente o rockabilly. Os alguéns no passado que faziam os tais bailes black poderiam muito bem ter sido herméticos e não entremearem umas de samba no meio dos bailes de rock, o que não faria, por exemplo, que eu estivesse aqui no momento comentando a tal cena. Mas os caras começaram a intercalar e com o tempo, o pessoal começou a querer usar a base do rockabilly no samba, mais o tempo acelerado e os tais quatro acordes no que virou o sambalanço.

Isso para não esquecermos que a linha de frente do sambalanço era originalmente roqueira. Ou será que Jorge Ben não era conhecido por Babulina por tocar a canção Bop-A-Lena, legítima representante dos primórdios do rock?
Enfim, entenderam aonde quis chegar. Que não esqueçamos que bandas de rock, quando não são famosas, tendem a tocar covers, muitas vezes de canções antigas, perfeitamente samba-rockáveis. Seria legal se eles tocassem "Crazy Little Thing Called Love", do Queen e bem na cara deles um casal de namorados começasse a fazer aquilo que bem conhecemos e sabemos fazer.

E o mais interessante de tudo é ver que os grandes roqueiros nem de longe são refratários a outros ritmos. E mesmo gente do rock que é muito conhecida nesse ambiente tem também uma mente aberta. Conheço um cara da Galeria do Rock, dono de loja de discos de rock pesado que, quando soube que eu gostava de forró, falou que também adorava dançar um.
Vale também lembrar que um dos caminhos para o hermetismo da música é quando ela se dissocia da dança e quer pagar de sofisticada. Vide a cena original do jazz e o que ele se tornou hoje.

Não precisamos nem de longe chegar a isso. Aliás, uma das coisas que mais chama a atenção no samba-rock é sua aura de sofisticação e coisa fina, que existe porque a dança e a música estão associadas. Podemos ir mais além ainda se pensarmos que o samba-rock é talvez a única dança típica da cidade de São Paulo, o que torna o fenômeno ainda mais interessante se pensarmos que essas mesmas canções de sambalanço tocam em todo o Brasil, mas só aqui na cidade e imediações é que são dançadas do jeito que tanto conhecemos.
Portanto, que sejamos classudos como o que dançamos e, como tal, passemos ao largo de episódios como o citado na postagem. É o que tenho a dizer.

JuNiOr disse...

Você falou tudo. É um pré-conceito, já que eles estão falando de algo que não conhecem.

Mas não acho que o preconceito seja especificamente contra o samba-rock - acho que eles nem sabem o que é isso.

São Paulo é a cidade dos contrastes.

Caderno de Anotações disse...

Lamentável.

Vivi disse...

O que dizer...em uma cidade que temos de tudo, temos também o preconceito de uma meia dúzia de barbados( notem, só tem homens), falando mal dos caras que estão dançando samba rock ( notem novamente, com mulheres), duvidando da masculinidade dos que dançavam samba rock. As pessoas tem que aprender que cada um pensa, faz, fala e age conforme sua consciência, mas sem ferir a liberdade que cada um tem de se expressar. Viva a música e não um determinado rítmo ou estilo de dança.

André disse...

Sigo batendo na tecla de que há um grave problema dentro do universo roqueiro atual, que é o quão refratário o pessoal que faz parte desse movimento musical tem se mostrado.
Só que esse refratário chega ao ponto de botarem em um mesmo balaio tudo que seja de uma determinada vertente e sacarem de lá só o que de pior houver, achando que o todo é aquela parte que sacaram do balaio.

Como fã de forró pé-de-serra, samba de raiz e sambalanço, bem como alguém que dança forró e samba-rock, noto muito isso. Falo para algum roqueiro que conheço sobre alguma vez que vou forrozear e recebo de retorno um olhar de asco como se tivesse ido ver algum show de forró de teclado. Recentemente, estava jogando um H em cima de uma fulana e ela me perguntou da rotina. Disse que tinha ido à minha aula de samba-rock e a resposta que recebo é "odeio samba". Claro que perdi qualquer vontade de continuar a estabelecer negociações com a dita cuja, pois já saquei qual foi o raciocínio por ela usado: ouvir a palavra "samba" e acessar a biblioteca mental para pegar o pagodinho mais chinfrim que rimasse "amor" e "flor" e achar que isso é o todo do samba. E a mina é roqueira.

E, como já disse antes, os astros do rock que tanto são admirados pelos tais refratários são tudo, menos refratários. Vide Rolling Stones indo para Matão em 1969 e se interessando pela viola caipira, vide Raul Seixas sempre dando um prestígio ao pessoal do forró e fazendo canções que chegam a não serem classificáveis como rock ou forró. Vide o Sepultura interessando-se pela cultura indígena e usando elementos dela em álbuns. Vide o próprio Andreas Kisser fazendo parte da Orquestra Imperial.
Queria entender em que ponto da trajetória do rock ocorreu o surgimento dos refratários que não têm em sua mente nada além de rock. Que não esqueçamos inclusive que certas vertentes do rock têm um nítido viés que surge de cena externa. Vide a forte influência jamaicana ao punk rock. Toque mais lento os mesmos acordes do punk rock e, dependendo da velocidade, estará tocando ska (meia velocidade) ou reggae (velocidade baixa). Tudo bem que o reggae nem é tão externo ao rock, uma vez que influenciado pelo rock steady, vertente jamaicana do ritmo.

Em meus quase 30 anos de vida, notei uma coisa interessante: fãs de forró e de samba-rock vão sem problema algum a shows de rock, mesmo do mais pesado e curtir à beça, mas a recíproca não é verdadeira e, quando o é, tende a ter os tais fãs com uma cara de mamão macho daquelas.

Felipe disse...

poxa gente.
Me desculpem, era só brincadeira, não era uma opinião verdadeira, só estávamos BRINCANDO, após algumas cervejas e um dia cansativo...
Não temos nenhum tipo de PRE-CONCEITO, muito pelo contrário, temos sim inveja! Afinal como músicos, o que mais gostamos quando estamos tocando, é ver gente dançando, e dançando bem...e além do mais, também tocamos samba-rock e afins...
Peço sinceras desculpas, a nossa intenção não era denegrir nanhuma imagem, até porque estávamos simplesmente falando aquelas ababaquices que se falam entre AMIGOS (e sei que todos fazem isso as vezes) não temos culpa nenhum que apareceu alguém com uma câmera, e peço para que tentem levar brincadeiras um pouco mais na esportiva...temos causas realmentes mais importantes para defender com tanto afinco.
sinceras desculpas.
beijos.

tubarao disse...

meu esse video nos rendeu uma péssima reputacao,agora, amigos que falavam besteira depois de algumas cervejas,sao crapulas,escrotos preconceituosos,o acaso ne???tudo bem exageramos nas satiras,mais em momento algum, ouve-se qualquer tipo de comentario sobre jorge ben,jorge maltiner bebeto icones do genero ou até mesmo sobree o genero,deixo aqui minhas sinceras desculpas aos dancarinos por essa conversa que acabou se tornado publica,porem, confesso a todos que sou grande admirador do genero e todas suas sincopes sinuosas,propicia para o dialogo da alma a danca...

Renato disse...

Bom... o que dizer senão a velha máxima:

"É por isso que DEUS em sua infinita sabedoria deu a todos nós dois olhos, dois ouvidos e UMA SÓ BOCA!", pq talvez dessa forma em momentos como esse teríamos um maior controle sobre o que colocamos da boca pra fora! Agora cá comigo amigos... o mais cômico de tudo é que a preocupação maior do Tubarão é com a reputação e a desaprovação manifesta nas críticas que surgiram aqui, por favor sejamos mais inteligentes e aproveitemos essa chance pra aprender com esse pessoal que curte a cultura do samba-rock, até pq diferente do que vc deve pensar, do lado de cá, temos mais habilidade pra dizer sim do que não e o espirito de receptividade é muito maior com gente que não entende e fala pelos cotovelos, mas que parece recobrar a consciência após perceber que dependeriam de repercussão positiva pra divulgação do seu trabalho como músico! Comentários maldosos as vezes todos fazemos em momentos de estravaso, no entanto, não substimem a inteligencia de quem lê esse espaço com essa nota mau-formulada de arrependimento, demonstrem suas desculpas tocando, pois é talvez a melhor forma que encontram pra se expressar até hoje, e quem sabe mostrando seu respeito e seu trabalho excutando clássicos do gênero, a galera poderá mostrar pra vcs que ainda assim temos ainda maior empenho em receber aqueles que não entendem nada e falam conhecer o acolhimento e nossa disposição de ensinar que é regra em nosso meio!

Um abraço Tubarão e banda! apareçam, serão bem recebidos!

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